Verbier, Évolène e Zermatt, Suíça
Vales Secretos da Suíça
Existe um jeito de conhecer a Suíça que não passa pelo cartão postal. Aqui você acorda em cabana de montanha, caminha ao lado de geleiras e de um lago represado por uma barragem de 250 m, e divide a mesa com quem chegou à mesma cabana no fim do dia.
O Vales Secretos da Suíça é um trekking de 12 dias no cantão de Valais. A parte principal são 6 dias de caminhada na Reserva Natural Haut Val de Bagnes, a segunda maior reserva natural do país. É um território de íbex, camurças e marmotas, com o Grand Combin (4.314 m) sempre no horizonte. As noites são em cabanas de montanha, com jantar quente e quarto compartilhado.
No meio da viagem, em 15 de agosto, a gente chega a Évolène para a Festa da Mi-Été, a grande festa tradicional de verão do Val d'Hérens. A vila inteira sai de traje típico para a rua, com banda, cortejo e vaca com sino. Em 2027 a festa coincide com o festival CIME, e grupos de tradição popular de vários continentes se apresentam na vila de 10 a 15 de agosto. Para fechar, uma caminhada leve em Zermatt com o Matterhorn refletido nos lagos.
É uma viagem de nível médio, em grupo de até 10 pessoas, com guia suíça e brasileira.
Próximas saídas:
2027: 07/08 a 18/08
grupos de até 10 pessoas
a partir de 5.200 CHF
valor para quarto duplo ou triplo em hotel quarto coletivo nos refúgios
Dificuldade: médio
Dia 1, 07/08, sábado: chegada em Verbier
Nosso grupo se reunirá em Verbier, uma das mais famosas estações de esqui da Suíça. A cerca de 1.500 metros de altitude, em uma encosta ensolarada acima do Val de Bagnes, o vilarejo encanta pelos chalés de madeira com telhados de pedra e pela vista magnífica do maciço dos Combins, que vamos conhecer de perto durante o trekking.
No verão, Verbier ganha outro ritmo: as montanhas ficam verdes, as varandas se enchem de flores e os terraços dos cafés convidam a aproveitar os dias longos.
Depois da chegada e da acomodação no hotel, teremos um momento para conhecer o grupo, conferir o material e conversar sobre os próximos dias. O jantar é livre, para aproveitar os restaurantes do vilarejo.
Pernoite: Verbier, cerca de 1.500 m. Jantar livre.
Dia 2, 08/08, domingo: Mont Fort, Cabane du Mont Fort e Raye des Verbiérins
8 km, 18 m de subida e 720 m de descida, cerca de 2h de caminhada, sem contar as pausas e os meios de elevação
Nosso primeiro dia nas montanhas começa com uma sequência de teleféricos até o Mont Fort, a cerca de 3.330 metros de altitude. A subida já é uma experiência: a floresta e os campos verdes ficam para trás, dando lugar às rochas e às geleiras. No alto, nos espera uma das mais belas vistas panorâmicas dos Alpes, com Mont Blanc, Grand Combin, Matterhorn, Dent Blanche e Weisshorn em todas as direções.
Depois do panorama de 360 graus, desceremos de teleférico até o Col des Gentianes, onde começa a caminhada. Seguiremos até a Cabane du Mont Fort, uma tradicional cabana alpina com um terraço privilegiado diante do Mont Blanc e do Grand Combin. Faremos uma pausa para o almoço livre, com tempo para apreciar a vista e conhecer o ambiente das cabanas de montanha.
À tarde, uma caminhada tranquila acompanha a Raye des Verbiérins, um dos bisses, os canais de irrigação que levam a água das montanhas aos campos e contam uma parte importante da história agrícola do Valais. Entre pastagens e o som da água corrente, chegaremos a Les Ruinettes, onde pegaremos a gôndola de volta a Verbier.
Pernoite: Verbier. Almoço livre, na Cabane du Mont Fort.
Dia 3, 09/08, segunda: La Pasay, Col de Mille e Cabane Brunet
12,8 km, 797 m de subida e 833 m de descida, cerca de 4h30 de caminhada, sem contar as pausas
Hoje começamos o Tour du Val de Bagnes, nosso trekking de cinco dias pelas montanhas alpinas. Subiremos de teleférico a La Pasay, em Bruson, a cerca de 2.167 metros, onde tem início a caminhada, com uma bela vista de Verbier na encosta oposta.
Entre pastagens alpinas e vacas lutadoras da raça Hérens, seguiremos em direção ao Col de Mille. Ao longo da subida, o panorama se amplia, revelando os cumes do maciço do Mont Blanc. Faremos uma pausa na Cabane de Mille, a 2.471 metros, na crista que separa o Val de Bagnes do Val d’Entremont.
De lá, caminharemos até o pequeno lago de Servay e continuaremos entre campos de altitude e encostas abertas até a Cabane Brunet. Será nosso primeiro dia de imersão nas paisagens e na vida das montanhas, com tempo para observar, fotografar e aproveitar o caminho. Na chegada, vamos descansar antes de compartilhar o jantar e passar nossa primeira noite em uma cabana alpina.
Pernoite: Cabane Brunet, 2.103 m.
Dia 4, 10/08, terça: Cabane Brunet até a Cabane de Panossière
7,5 km, 924 m de subida e 382 m de descida, cerca de 3h30 de caminhada, sem contar as pausas
Uma das etapas mais impressionantes da viagem. Das pastagens de Sery-Laly, aos pés do Petit Combin, caminharemos em direção a um cenário cada vez mais mineral. As antigas construções de pedra dos pastores dão lugar às rochas e às marcas deixadas pelas geleiras.
No Col des Avouillons, a 2.649 m, a paisagem se abre para o maciço dos Combins e a geleira de Corbassière. Diante dessa extensão de gelo, conseguimos perceber a força que moldou os vales e as montanhas ao nosso redor. A travessia da passarela suspensa de Corbassière acrescenta emoção à chegada a esse cenário.
Nosso destino é a Cabane de Panossière, a 2.632 metros, construída sobre a moraina lateral da geleira, formada por pedras e sedimentos transportados pelo gelo. Passaremos a noite com o Grand Combin diante de nós, acompanhando as mudanças de luz sobre seus cumes. Um lugar para largar a mochila e dedicar tempo à paisagem.
Pernoite: Cabane FXB de Panossière, 2.632 m.
Dia 5, 11/08, quarta: Cabane de Panossière até o Hôtel de Mauvoisin
6,9 km, 275 m de subida e 1.063 m de descida, cerca de 3h de caminhada, sem contar as pausas
Começaremos o dia ainda cercados pelo gelo e pelos cumes dos Combins. A passagem pelo Col des Otanes oferece uma última vista magnífica sobre a geleira de Corbassière antes de mudarmos de paisagem.
Na descida para Mauvoisin, as rochas vão dando espaço às pastagens. Observaremos as encostas em busca de íbex e marmotas, enquanto nos aproximamos da impressionante barragem de 250 metros de altura.
Mauvoisin também nos convida a conhecer a história do vale: a grande inundação de Giétroz, em 1818, a chegada dos primeiros viajantes ingleses interessados nos Alpes e a construção da barragem que transformou a paisagem. Dormiremos no histórico Hôtel de Mauvoisin, inaugurado em 1863. E que tal aproveitar a chegada para saborear uma torta de frutas ou tomar uma taça de vinho no terraço, cercados pelas montanhas?
Pernoite: Hôtel de Mauvoisin, 1.840 m.
Dia 6, 12/08, quinta: Hôtel de Mauvoisin até a Cabane de Chanrion
11,7 km, 823 m de subida e 198 m de descida, cerca de 3h50 de caminhada, sem contar as pausas
Começaremos o dia caminhando até o topo da barragem de Mauvoisin, com o lago de um lado e a impressionante altura da parede do outro. Seguiremos por túneis e galerias escavados na rocha, acompanhando as águas turquesa do reservatório e passando pela cascata do Giétro.
Mais adiante, chegaremos às pastagens onde as vacas da raça Hérens passam o verão. Conforme ganhamos altitude, descobriremos os lagos de Tsofeiret, entre campos alpinos e encostas rochosas, no coração da Reserva Natural do Haut Val de Bagnes. Após o Col de Tsofeiret, um curto trecho mais íngreme, equipado com correntes, pede atenção antes de continuarmos até Chanrion.
A 2.462 metros, a cabana fica em uma encosta aberta, cercada pelas montanhas do fundo do vale. Da sala de refeições, as grandes janelas permitem continuar contemplando a paisagem mesmo depois de guardar as botas e a mochila. Renovada e ampliada em 2021, Chanrion combina a construção histórica de pedra com espaços modernos e acolhedores.
Nossa noite coincide com o período de maior atividade das Perseidas, uma das chuvas de meteoros mais conhecidas do ano, que pode chegar a cerca de 100 meteoros por hora em condições ideais. Cercados pelas montanhas e longe das luzes das cidades, vamos reservar um momento para contemplar o céu e observar estrelas cadentes.
Pernoite: Cabane de Chanrion, 2.462 m.
Dia 7, 13/08, sexta: Cabane de Chanrion até Mauvoisin e retorno a Verbier
11,3 km, 170 m de subida e 800 m de descida, cerca de 3h45 de caminhada, sem contar as pausas
Deixaremos Chanrion por uma descida entre prados floridos, atentos aos assobios das marmotas que vivem nessas encostas. Ao chegar à ponte de Lancet, atravessaremos a Dranse de Bagnes. Suas águas acinzentadas, carregadas de sedimentos das geleiras, contrastam com as cascatas transparentes que descem pelas montanhas.
Seguiremos pela margem esquerda do lago de Mauvoisin, por um caminho largo com pequenas subidas e descidas. As águas turquesa, as quedas d’água e a variedade de flores alpinas tornam essa caminhada especialmente bonita. Pelo caminho, procuraremos a delicada edelweiss, a flor emblemática dos Alpes, e faremos pausas para admirar e fotografar a paisagem.
Os túneis escavados na rocha marcam o trecho final até a barragem, completando nossa volta ao lago. No Hôtel de Mauvoisin, encontraremos o transporte para retornar a Verbier.
Transporte: de Mauvoisin a Verbier. Pernoite: Verbier.
Dia 8, 14/08, sábado: Lac des Vaux e viagem para Évolène
Antes de nos despedirmos de Verbier, faremos uma caminhada até o belíssimo Lac des Vaux. Subiremos de teleférico a Les Ruinettes e seguiremos em direção ao Col du Creblet. No alto, a recompensa pela subida: o lago aparece entre as montanhas, com águas cristalinas que contrastam com as encostas rochosas e o verde das pastagens.
A 2.543 metros de altitude, o Lac des Vaux forma um conjunto com outros dois lagos menores. No verão, suas margens se enchem de flores, incluindo plantas com delicados tufos brancos que lembram algodão. É um cenário para apreciar com calma, fazer uma pausa para o piquenique e, quem se animar, experimentar um banho revigorante nas águas frias dos Alpes.
Continuaremos pelo Col des Vaux e retornaremos a Les Ruinettes para descer de gôndola a Verbier. Depois de recuperar as malas, seguiremos de van para Évolène, no Val d’Hérens, onde passaremos duas noites. Chegaremos na véspera da Festa da Mi-Été, prontos para descobrir outra região e suas tradições.
Transporte: teleférico de ida e volta entre Verbier e Les Ruinettes, van de Verbier a Évolène.
Pernoite: Évolène, 1.370 m. Jantar livre.
Dia 9, 15/08, domingo: Évolène e a Festa da Mi-Été
Hoje viveremos um dia de celebração em Évolène, um dos vilarejos mais encantadores do Val d’Hérens. Entre casas de madeira escurecida pelo tempo, varandas floridas e montanhas, participaremos da Festa da Mi-Été, dedicada à vida e às tradições dos Alpes.
O grande momento é o cortejo pelas ruas do vilarejo. Moradores de diferentes gerações vestem os trajes tradicionais e apresentam antigos ofícios, trabalhos no campo e cenas da vida nas pastagens de verão. Carros enfeitados, animais, música e o som dos sinos dão vida à história da região.
Em 2027, a festa coincide com o encerramento do CIME, festival que reúne grupos de música e dança de diferentes regiões montanhosas do mundo. Aos trajes e às tradições de Évolène se somam outras cores, ritmos e culturas, tornando a celebração ainda mais especial.
Teremos o dia para acompanhar a festa, passear pelo vilarejo e degustar a culinária local nas barraquinhas espalhadas pelas ruas. Raclette, queijos e embutidos do Valais fazem parte dos sabores que poderemos descobrir enquanto aproveitamos a música e a animação.
Pernoite: Évolène, 1.370 m. Almoço e jantar livres.
Dia 10, 16/08, segunda: viagem para Zermatt e dia livre
Partiremos de Évolène pela manhã rumo a Zermatt, aos pés do Matterhorn, uma das montanhas mais famosas do mundo. Com 4.478 metros de altitude e uma silhueta triangular inconfundível, ele será o grande protagonista desta última parte da viagem.
Depois de nos acomodarmos no hotel, teremos o restante do dia livre para descobrir o vilarejo. Entre lojas, cafés e restaurantes, vale explorar as ruas antigas, onde os celeiros e as casas de madeira preservam a memória de Zermatt antes da chegada dos alpinistas e viajantes. Será uma tarde para aproveitar no próprio ritmo: passear, provar especialidades suíças, fazer compras ou simplesmente escolher um terraço e contemplar o Matterhorn.
Pernoite: Zermatt, 1.600 m. Jantar livre.
Dia 11, 17/08, terça: Zermatt e a caminhada dos Cinco Lagos
10 km, 295 m de subida e 625 m de descida, cerca de 2h40 de caminhada, sem contar as pausas
Nossa última caminhada será dedicada ao Matterhorn e aos lagos que tornam essa paisagem tão especial. Subiremos pelos meios de elevação até Blauherd, de onde seguiremos pela Trilha dos Cinco Lagos, entre pastagens alpinas, bosques e vistas abertas para as montanhas de Zermatt.
Cada lago tem sua personalidade. O Stellisee é conhecido pelo reflexo do Matterhorn, uma das imagens mais marcantes dos Alpes. O Grindjisee encanta pela vegetação que envolve suas margens, o Grünsee pelos arredores rochosos e pelos pinheiros, e o Moosjisee pela cor leitosa das águas alimentadas pelo degelo. O Leisee completa o percurso, convidando a uma última pausa diante das montanhas.
Caminharemos com tempo para fotografar, descansar à beira dos lagos e apreciar os detalhes da paisagem. Depois dos dias vividos no Val de Bagnes e em Évolène, encerraremos as caminhadas diante desse grande símbolo da Suíça, levando também as histórias e descobertas que deram sentido ao caminho.
À noite, nos reuniremos para um jantar de despedida com fondue suíço. Ao redor da mesa, vamos celebrar os dias nas montanhas, relembrar os melhores momentos e brindar às amizades que nasceram pelo caminho.
Pernoite: Zermatt. Jantar de despedida com fondue incluso.
Dia 12, 18/08, quarta: despedida de Zermatt
Depois do café da manhã, encerramos nossa viagem. Cada participante segue para seu próximo destino ou para o aeroporto de Genebra ou Zurique, conforme a programação individual.
Na bagagem, além das lembranças das caminhadas, levaremos uma nova maneira de olhar para os Alpes: reconhecendo nas montanhas, nas geleiras e nos vilarejos as histórias da natureza e das pessoas que vivem ali. O transporte após o encerramento não está incluído.
A programação pode ser adaptada às condições do tempo e das trilhas. A segurança do grupo orienta as decisões da guia.
Já está na sua viagem:
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Guia suíça e brasileira, em português
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Transportes terrestres internos
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Meios de elevação em Verbier, Bruson e Zermatt
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Hotéis 3 estrelas e cabanas de montanha
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Café da manhã e lanche de trilha
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Jantares durante o trekking
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Jantar de despedida com fondue
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Ingresso da Festa da Mi-Été
O que você precisa providenciar e pode contar com nosso apoio:
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Passagens aéreas
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Transporte até o ponto de encontro e após o encerramento
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Bebidas
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Almoços, exceto os lanches de trilha
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Jantares em Verbier, Évolène e no dia livre em Zermatt
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Seguro com cobertura para trekking
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Equipamentos individuais
Perguntas frequentes
O que é o Vales Secretos da Suíça?
É uma viagem de 12 dias pelo coração dos Alpes suíços, que combina trekking, cultura e tempo para aproveitar cada lugar. Entre Verbier, o Val de Bagnes, Évolène e Zermatt, caminharemos por pastagens alpinas, lagos e geleiras, dormiremos em cabanas de montanha e em hotéis e conheceremos as histórias de quem vive nesses vales. A experiência inclui a Festa da Mi-Été em Évolène, os sabores da culinária regional e a caminhada dos Cinco Lagos, diante do Matterhorn. Tudo com acompanhamento em português de uma guia suíça e brasileira que vive na região há mais de 30 anos.
Quando é a próxima saída do Vales Secretos da Suíça?
A próxima saída é de 07/08 a 18/08 de 2027, para grupos de até 10 pessoas. É pleno verão nos Alpes, na época da Festa da Mi-Été, em 15 de agosto, e das Perseidas, a chuva de meteoros de agosto.
Qual é o nível de dificuldade e preciso ter experiência?
O nível é médio. Você não precisa ser atleta, mas deve ter bom preparo físico e experiência prévia em trilhas para aproveitar os cinco dias consecutivos de trekking, com subidas, descidas e terrenos irregulares em altitude. Se você já faz trilhas de um dia e quer experimentar um trekking com noites em cabanas de montanha, este roteiro é para você.
Como é a chegada a Zermatt e o encontro com o Matterhorn?
Na parte final da viagem, saímos de Évolène com transporte privativo até Täsch, onde embarcamos no trem para Zermatt. O restante do dia é livre para conhecer o vilarejo aos pés do Matterhorn. No dia seguinte, fazemos a caminhada dos Cinco Lagos, com vistas da montanha e de sua silhueta refletida nas águas, um dos grandes momentos da viagem.
Como funciona a Festa da Mi-Été em Évolène?
Realizada em 15 de agosto, a festa reúne mais de 7 mil visitantes e mobiliza os moradores de Évolène para celebrar sua cultura. Demonstrações de saberes tradicionais, apresentações musicais e danças ajudam a conhecer como as famílias viviam e trabalhavam nas montanhas, e o cortejo, com carros, animais e trajes típicos, é o ponto alto. Nos anos ímpares, como 2027, a festa recebe também os grupos internacionais do CIME, que trazem tradições de outras regiões montanhosas do mundo. Passamos o dia no vilarejo e o ingresso da festa está incluído na viagem. Almoço, jantar e bebidas são pagos à parte.
Onde a gente dorme e como são as cabanas?
Ao longo da viagem, alternamos noites em hotéis três estrelas e em cabanas de montanha. Nas cabanas, os quartos e banheiros são compartilhados e o conforto é simples, com um ambiente acolhedor. O jantar reúne o grupo à mesa e é um momento para conversar sobre o dia e conhecer outros caminhantes. Dormir nas montanhas faz parte da experiência alpina: acompanhar a mudança da luz nos cumes, aproveitar o silêncio e acordar cercado pela paisagem antes de seguir a trilha.
Quem guia e quantas pessoas vão?
O grupo tem até 10 participantes e é acompanhado por uma guia suíça e brasileira, formada como Mountain Leader na Suíça, que vive em Verbier e conhece de perto as montanhas e a cultura local. Toda a condução é em português. O grupo pequeno permite um acompanhamento mais próximo, espaço para tirar dúvidas e tempo para compartilhar descobertas pelo caminho.
Dá para fazer esse trekking por conta própria?
Sim, com experiência e planejamento. É preciso organizar as reservas e os transportes, saber se orientar e avaliar as condições das trilhas e da meteorologia. Nesta viagem, você conta com a logística organizada e a experiência da guia para aproveitar as caminhadas e descobrir histórias e detalhes da região que poderiam passar despercebidos.
E se o tempo virar?
Nos Alpes, as condições podem mudar rapidamente. A guia acompanha a previsão e avalia o terreno e o grupo para decidir se é necessário ajustar horários, trajetos ou atividades. A segurança orienta essas decisões, buscando aproveitar da melhor forma o que cada dia permite.
Como é o clima em agosto nos Alpes suíços?
Agosto é pleno verão e os dias podem ser quentes e ensolarados, enquanto as manhãs e as noites costumam ser mais frescas. A temperatura varia com a altitude, o vento e a exposição ao sol, por isso vestir-se em camadas ajuda a caminhar com conforto. Mesmo em períodos secos, podem ocorrer tempestades de verão no fim da tarde. Na mochila, não podem faltar um impermeável e uma camada quente, além de boné, óculos escuros, protetor solar e água.
O que está incluído na viagem?
Guia suíça e brasileira em português, transportes terrestres internos, meios de elevação em Verbier, Bruson e Zermatt, hospedagem em hotéis 3 estrelas e cabanas de montanha, café da manhã, lanche de trilha, jantares durante o trekking, jantar de despedida com fondue e ingresso da Festa da Mi-Été. Passagens aéreas, bebidas, almoços, seguro para trekking e equipamentos individuais ficam por sua conta, e podemos ajudar a organizar.


















